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Intimidade entre culturas: como a conexão emocional é diferente

  • Foto do escritor: Suellen Dias
    Suellen Dias
  • 13 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Quando pensamos em intimidade, muitas pessoas imaginam proximidade física ou gestos românticos. Mas intimidade também significa sentir-se emocionalmente compreendido, aceito e conectado - e isso pode variar muito de pessoa para pessoa.


Cada casal, mesmo compartilhando a mesma cultura, tem sua própria compreensão única de como expressar amor. Para alguns, o amor é demonstrado por meio de palavras; para outros, por meio de ações, tempo juntos ou pequenos gestos diários. Quando falamos sobre diferenças culturais, essas expectativas podem se tornar ainda mais complexas – e, às vezes, mais difíceis de lidar.


Veja Maria e James, por exemplo. Maria cresceu no Brasil, onde o afeto era frequentemente expresso por meio de palavras carinhosas, toque físico e longas conversas. James, da Inglaterra, estava acostumado a demonstrar amor por meio de atos práticos – como consertar coisas em casa ou preparar seu café da manhã em silêncio – em vez de dizer "eu te amo" com frequência.


A princípio, Maria temeu que o silêncio de James significasse que ele não estava tão envolvido emocionalmente, enquanto James se sentia sobrecarregado pela necessidade constante de reafirmação verbal dela. Ambos começaram a formar suposições: "Se ele não diz, ele não sente" ou "Se ela precisa falar tanto sobre suas emoções, algo está errado".


Ao começarem a reconhecer como esses pensamentos moldavam suas emoções e reações durante as sessões de terapia, puderam desafiá-los e enxergar os gestos um do outro de forma diferente. Praticaram a atenção plena durante os momentos de proximidade e encontraram maneiras de lidar com emoções intensas para que nenhum dos dois se sentisse incompreendido ou isolado.


Quer você compartilhe uma cultura ou venha de mundos diferentes, a conexão emocional é algo que pode ser construído e fortalecido ao longo do tempo. É preciso curiosidade, paciência e disposição para aprender a "linguagem do amor" do seu parceiro - que pode não ser a mesma que a sua.


A beleza da intimidade é que ela pode se aprofundar quando vocês exploram essas diferenças juntos, transformando-as em oportunidades de conexão em vez de barreiras.

 
 
 

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