top of page
Buscar

O que uma Copa do Mundo pode nos ensinar sobre saúde mental?

  • Foto do escritor: Suellen Dias
    Suellen Dias
  • 5 de jul.
  • 2 min de leitura

Hoje é dia de jogo.


Mesmo quem não acompanha futebol provavelmente já percebeu um movimento diferente nas ruas. A televisão ligada na casa do vizinho. A família reunida. Os amigos combinando onde assistir. Pessoas vestindo a mesma camisa. Gritos que atravessam a janela. Abraços entre desconhecidos quando sai um gol.


É curioso como, durante alguns minutos, tantas pessoas se conectam por um mesmo motivo.

Talvez nem seja o futebol o mais importante.

Talvez seja a oportunidade de viver algo junto.

Vivemos uma época em que estar conectado nunca foi tão fácil.

E, ao mesmo tempo, sentir-se sozinho nunca foi tão comum.


Na clínica, escuto com frequência frases como:


"Eu adoro ficar sozinho..."


Mas logo depois vem um complemento:


"Só queria ter alguém para sair no fim de semana."


Ou:


"Sinto falta de ter amigos."


Essas duas coisas podem coexistir.

Existem pessoas naturalmente mais introspectivas, que recarregam suas energias na solitude e gostam de momentos de silêncio. E isso não é um problema.

O sofrimento começa quando a solitude deixa de ser uma escolha e passa a ser uma consequência.


Quando o isolamento deixa de trazer descanso e começa a trazer vazio.

Porque, por mais independentes que sejamos, continuamos sendo seres humanos.

E seres humanos foram feitos para se conectar.

Não apenas para conversar.


Mas para rir junto.

Discordar.

Ser ouvido.

Ser lembrado.


Olhar alguém nos olhos e perceber que, por alguns instantes, existe um espaço onde não precisamos enfrentar a vida sozinhos.

É interessante pensar que quase tudo o que descobrimos sobre nós acontece nas relações.


Descobrimos nossos limites quando alguém os atravessa.

Descobrimos nossa coragem quando alguém acredita em nós.

Descobrimos nossa capacidade de amar quando encontramos alguém para amar.

Até mesmo nossas inseguranças costumam aparecer quando estamos diante de outras pessoas.

É no encontro que nos conhecemos.


Talvez por isso a terapia funcione.

Porque ela também é um encontro.

Um espaço onde alguém olha para a sua história com curiosidade, respeito e presença.

E, aos poucos, você começa a enxergar partes de si que sozinho talvez nunca tivesse percebido.

Talvez seja esse o verdadeiro valor das conexões humanas.

Elas não existem apenas para nos fazer companhia.

Elas nos ajudam a descobrir quem somos.


Então, hoje, enquanto tantas pessoas comemoram, torcem, sofrem e vibram juntas por causa de um jogo, talvez valha a pena fazer uma pergunta diferente:


Com quem você tem dividido a vida?

Porque, no fim das contas, são os encontros - grandes ou pequenos - que dão sentido à nossa caminhada.


Se hoje você percebe que tem se sentido sozinho, talvez não seja porque exista algo de errado com você.

Talvez seja apenas um lembrete de que, por trás de todas as nossas diferenças, continuamos compartilhando a mesma necessidade humana: a de pertencer.

E, às vezes, tudo o que precisamos é dar o primeiro passo em direção a alguém.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Por que continuamos presos aos mesmos padrões?

Como psicóloga, existe algo que observo quase todos os dias na clínica: A maioria das pessoas não sofre porque falta inteligência, força de vontade ou boas intenções. Elas sofrem porque continuam agin

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação

Entre em contato

Suellen Dias

Office

Rua Evalso Schaeffer, 142, Florianópolis - SC

Tel: +55 (48) 996960231

E-mail: suellendiaspsicologa@gmail.com

  • Instagram
  • Whatsapp
  • Linkedin
  • logo google

Obrigada pelo envio!

© 2025 por Terapia de Casais | Couples Therapy

bottom of page