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O super poder de não se importar com o quê as pessoas pensam sobre você

  • Foto do escritor: Suellen Dias
    Suellen Dias
  • 13 de mai.
  • 2 min de leitura

Eu decidi falar sobre este tema porque ele aparece MUITO na clínica, principalmente em pessoas que:


  • fazem esforço para tentar agradar os outros

  • têm medo de rejeição

  • cresceram buscando validação

  • confundem aceitação com valor pessoal

  • buscam se "ajustar" para caber nas expectativas dos outros


O verdadeiro "super poder" não é deixar de ligar completamente para os outros, porque isso nem seria saudável. Nós somos seres relacionais. Precisamos de vínculo, pertencimento e reconhecimento. O problema começa quando a opinião do outro passa a definir quem você é.


Muitas pessoas vivem emocionalmente presas à pergunta: "O que vão pensar de mim?”


E sem perceber, começam a:


  • silenciar opiniões

  • evitar mudanças

  • permanecer em relações ruins

  • esconder personalidade

  • abandonar desejos genuínos

  • viver uma vida performática


Tudo para evitar julgamento. Só que com isso, a pessoa vai se afastando dela mesma.

E o mais interessante clinicamente é que: quanto mais alguém tenta controlar a percepção que os outros terão dela, mais ansiosa e insegura essa pessoa costuma ficar. Porque é impossível controlar completamente a interpretação do outro.


Você pode:


  • ser gentil → e alguém te achar fraco

  • colocar limites → e alguém te achar egoísta

  • ser reservado → e alguém te achar frio

  • se expor → e alguém te achar "demais”


Ou seja, o julgamento externo nunca estará totalmente sob controle. Então o "super poder” talvez seja desenvolver maturidade emocional suficiente para entender que nem toda opinião merece acesso à sua identidade. E isso muda muito a vida das pessoas.


Na prática clínica eu vejo muito:


  • mulheres que nunca dizem "não” para não decepcionar

  • homens que sustentam uma imagem de força enquanto estão emocionalmente exaustos

  • pessoas que permanecem anos em relacionamentos infelizes porque têm medo do julgamento da família

  • pacientes extremamente competentes que não conseguem expor as suas ideia e opiniões por medo de parecer inadequados


No fundo, muitas vezes o medo não é da crítica. É do que a crítica ativa internamente.

Porque quando alguém já carrega crenças como:


  • "eu não sou suficiente”

  • "preciso agradar para ser amado”

  • "se me rejeitarem significa que eu falhei”

…a opinião externa ganha um peso enorme.


E talvez uma das partes mais bonitas do amadurecimento seja perceber que você não precisa ser entendido por todo mundo para viver uma vida coerente com quem você é.

Inclusive, pessoas emocionalmente saudáveis geralmente toleram melhor:


  • desaprovação

  • frustração

  • diferenças

  • limites

  • conflitos naturais das relações


Sem sentir que isso destrói seu valor pessoal. E isso não é frieza. É identidade e senso de pertencimento e completude.


 
 
 

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