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Gostar de quem somos - e não apenas do que fazemos

  • Foto do escritor: Suellen Dias
    Suellen Dias
  • 7 de jan.
  • 2 min de leitura

Vivemos em um mundo que constantemente mede valor por resultados: produtividade, conquistas, desempenho, quanto conseguimos fazer em um dia. Sem perceber, muitos de nós começamos a acreditar que nosso valor depende de quão úteis, eficientes, prestativos ou "bem-sucedidos" somos.


Mas existe uma verdade suave e poderosa que frequentemente esquecemos: nós merecemos ser gostados, amados e respeitados simplesmente porque existimos.


O que significa gostar de nós mesmos pelo que somos?


Gostar de nós mesmos pelo que somos significa reconhecer qualidades que não estão ligadas à performance. É enxergar valor na nossa sensibilidade, gentileza, curiosidade, senso de humor, capacidade de cuidar, habilidade de aprender, mesmo quando não acertamos tudo.


É a diferença entre:

"Tenho orgulho de mim porque fiz tudo perfeitamente" Versus "Eu me aprecio porque tentei, aprendi, estive presente, fui honesto(a) comigo.”


Quando nosso valor próprio está atrelado apenas ao que fazemos, ficamos presos em um ciclo exaustivo:


fazer mais → provar mais → sentir-se suficiente por um momento → sentir-se inadequado de novo.


Por mais que conquistemos, a sensação de "ainda não é suficiente" retorna.


Por que confundimos fazer com ser?


Para muitas pessoas, esse padrão começa cedo. Talvez amor e aprovação vinham quando nos comportávamos bem, ajudávamos ou alcançávamos algo. Ou talvez tenhamos aprendido que emoções, necessidades e vulnerabilidade eram "demais”, então tentamos compensar sendo úteis, fortes ou produtivos.


Com o tempo, a mensagem se internaliza:


"Se eu paro de fazer, eu paro de merecer."


Mas essa crença é aprendida - não é verdadeira.


Sinais de que você pode estar se valorizando apenas pelo que faz


  • Sente culpa quando descansa

  • Tem dificuldade de receber elogios que não sejam sobre trabalho ou conquistas

  • Tem dificuldade em dizer "não", porque ser necessário(a) parece prova de que você importa

  • Sente-se um fracasso quando comete erros humanos normais

  • Só se sente orgulhoso(a) quando está "produzindo" algo


Se isso soa familiar, você não está sozinho(a) - e isso pode ser desaprendido.


Gostar de si de outro jeito: pequenos movimentos


Aqui estão práticas pequenas e realistas que ajudam a reconectar o valor ao ser:

  • Perceba qualidades, não apenas resultados. No fim do dia, pergunte: "Que qualidades eu vivi hoje?" Paciência, coragem, compaixão, persistência - elas contam.

  • Pratique o descanso sem justificativa. Descansar não é uma recompensa que se ganha; é uma necessidade humana. Tente descansar mesmo quando algo ficou inacabado.

  • Fale consigo como falaria com alguém que você ama. Você valorizaria uma criança ou amigo apenas quando são produtivos?

  • Permita imperfeição. Erros viram informação, não um veredito sobre quem você é.

  • Separe identidade de papéis. Você pode ser pai/mãe, parceiro(a), profissional, cuidador(a) - mas também é uma pessoa além de tudo isso.


O convite mais profundo


Quando começamos a gostar de nós mesmos pelo que somos, os relacionamentos também mudam. Limites ficam mais claros. A culpa suaviza. Passamos a nos apresentar com mais autenticidade, em vez de performance. E, paradoxalmente, muitas vezes fazemos melhor - não por pressão, mas por um senso de valor mais firme.


Você não precisa "ganhar" o seu valor. Ele já é seu. E aprender a enxergá-lo, com gentileza e aos poucos, faz parte do trabalho de autocompaixão e saúde emocional.

 
 
 

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